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Sobre meu pai, fotografia, hard core e encontros.

15 de dezembro de 2016 em
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Vou contar várias histórias misturadas de uma história (que no caso é a minha) para vocês.

Meu pai era um cara que amava fotografia. Ao contrário da maioria das pessoas na época, que reservava as poses dos seus filmes para datas especiais, ele registrava momentos “banais” da nossa família. A correria dos almoços em dia de semana, os cachorros/tartarugas/coelhos no quintal (passarinhos, peixes e marreco também), a criançada brincando encardida depois do colégio, etc.

Quando minha irmã era pequena, foi cobaia de vários estudos fotográficos feitos por ele. “Ensaio Emanuela PB IV” e coisas do tipo. Não sei se digo que não tive a mesma sorte ou se tive mais sorte que ela, porque quando cheguei (nove anos depois), ele já não estava mais nessa e por isso eu “fotografava” (leia: brincava com a câmera) quase tanto quanto era fotografada. Por isso, a fotografia sempre esteve presente no meu cotidiano, como algo básico mesmo.

Mas o primeiro assunto que me chamou a pegar a câmera e me esforçar para ter um resultado esteticamente legal, por uma vontade gigante de guardar aqueles instantes para sempre, foram os showzinhos de hard core que ia quando era adolescente. Era uma sensação inexplicável. Parecia que meu coração pulsava no ritmo de cada música. Assim como hoje parece que ele pulsa no ritmo dos passos de cada noiva que caminha até o altar.

Agora olha que engraçado: há tanto tempo atrás, meu pai já queria mostrar que a felicidade não é medida só pelas grandes comemorações, mas também pelo que é vivido nos intervalos entre elas. E, hoje, o meu trabalho é registrar tudo isso – às vezes as grandes comemorações, às vezes os felizes intervalos.

Que doido é esse quebra-cabeça da vida de cada um, não?

Eu contei tudo isso porque esses caras aí da foto foram minhas primeiras cobaias. Dois deles são da banda que mais fotografava há doze anos atrás. (Essa conta está certa mesmo?!). E o outro foi quem me meteu em tudo isso, me apresentando esse mundo. Obrigada, gente. Obrigada por usarem minhas fotos no perfil do orkut. Fez toda diferença! Obrigada por tudo.

Clique esperto da Fabiana Westphal querida.

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Descobrir-se

4 de novembro de 2016 em
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“Descobrir: tirar o que cobre, o que protege; encontrar o que era desconhecido, o que estava escondido; desnudar-se”.

Essa viagem foi sobre isso. Já faz alguns dias que estou de volta, mas ainda assimilando tudo que aconteceu no Vale do Capão, na Chapada Diamantina.

Eu já sentia que seria um workshop muito diferente de qualquer um dos inúmeros que já fiz, por isso nem tentei imaginar e fui com uma grande tela em branco na mente, confiando na admiração gigante que já sentia pela Caroline Paternostro e pelo seu trabalho. Chegando lá, não demorou para perceber que não seria sobre fotografia, mas sobre autoconhecimento, sobre porque fotografar, sobre a sincronicidade do universo, sobre amor e gratidão.

Éramos dezoito fotógrafos, cada um de um canto do país, se re-conhecendo em uma família que – felizmente – apesar da distância, permanece juntinha.

Nos percebemos como seres em evolução. Descobrimos nossas potencialidades e desafios através do holocromos. Encaramos e acolhemos nossas sombras sem julgamento, pelo contrário, com amparo e muitos, muitos abraços. Silenciamos, olhamos para dentro, meditamos, respiramos, alongamos e flexibilizamos o corpo e a mente. Queimamos nossos medos na fogueira e depois dançamos ao redor dela. Fotografamos a alma dos nossos modelos com as nossas almas. Demos asas às nossas crianças interiores em uma guerra de cores, água e gargalhadas. Foi uma oportunidade linda de amarmos – a nós mesmos, aos outros e ao planeta. Foi um motivo lindo para nos sentirmos gratos para sempre.

Vou começar agradecendo a Carol-essa-Bolinha-de-Luz-no-Mundo por nos proporcionar essa vivência tão intensa e mágica. Micha, Chico, Yuri e Marrie por todas as palavras, abraços, carinho e dedicação que tornaram cada segundo ainda mais especial. E aos hermanos que estavam à bordo comigo: Amanda Teixeira, Bia Rodrigues, Ana Nabuco, Ana Telma, Josi Di Domenico, Josie Cunha, Flavia Cobucci, Thamara Laila, Wendell Wagner, Ellen Casadonte, Fabiola Freire, Janiele Ximenes, Lucas Alencar, Glicia Abreu, Lorena Vinturini e Cleber Junior. Graças a todos vocês, meu olhar sobre a fotografia e sobre a vida certamente não é mais o mesmo.

Gente, eu tentei com todo meu coração contar o que esse workshop significou para mim, mas essas palavras não chegam nem perto. O amor que Carol, Micha, Chico, Yuri, Marrie e o pessoal da Pousada Vila Esperança tiveram com a gente não dá para descrever. Era muito, transbordando em cada detalhe. Por favor, vejam o site do Descobrir-se. Lá tem as palavras e fotos da própria responsável por tudo isso, a visão de cada um dos participantes (uma galeria mais bonita que a outra) e muito mais: descobrirse.com.

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Férias \o/

27 de dezembro de 2015 em
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Aprontando a mala para os próximos dias – que depois de um ano cheio de trabalhos maravilhosos – serão de descanso. Por isso, até dia 04 os e-mails e mensagens podem demorar um pouquinho para serem vistos, mas logo estou de volta e com as energias renovadas. O ano que vem chegando terá um monte de novidades por aqui. Mal espero para dividir tudo com vocês!

Um 2016 incrível para todos nós. Que nele a gente não meça o amor.

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#famíliaéamor

8 de dezembro de 2015 em
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Como vocês já devem ter percebido, gosto de fotografar pessoas de verdade, suas histórias e seus amores, com toda a sinceridade do mundo. Por isso os trabalhos publicitários são raridade por aqui. Mas hoje estou muito feliz por poder compartilhar com vocês essa campanha linda, por uma causa tão séria e tão importante, que tive a maior felicidade por fazer parte.

Nós acreditamos que onde há amor, há uma família. Mas alguns deputados brasileiros, autores do “Estatuto da Família”, pensam diferente. O projeto de lei define como família apenas organizações formadas a partir da união entre um homem e uma mulher. Além de preconceituosa, essa medida é inconstitucional. Ela exclui não só gays, mas famílias adotivas, pais solteiros e até mesmo avós que criaram seus netos.

O Grupo Dignidade já está tomando todas as medidas legais para combater essa decisão. No entanto, a participação popular também é necessária para que esta reflexão chegue a mais pessoas. Se você acredita que toda organização onde exista amor é uma família, faça parte deste movimento. Assine a petição (clicando aqui) e compartilhe em suas redes sociais imagens da sua família usando a hashtag #famíliaéamor. Todas as fotos postadas publicamente estarão reunidas no site #famíliaéamor.

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Nos Vemos em Cancún

13 de abril de 2015 em
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É com uma felicidade imensa (e um frio na barriga gigantesco) que esta semana embarco para fotografar o casamento da Gabi e do Fe, lá em Cancún. Meu primeiro Destination Wedding! Por isso, entre os dias 15 e 22 de abril, os e-mails e mensagens podem demorar um pouquinho para serem respondidos, mas logo estou de volta e aí conto tudinho para vocês.

Hasta la vista, seus lindos.

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Apezinho

15 de dezembro de 2014 em
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Hoje começo a empacotar a mudança desse apezinho, onde recebi tantas pessoas queridas. Também aprendi um tanto entre momentos de solitude e solidão. Mas – principalmente – fui muito, muito, muito feliz.

Por isso, vim aqui dividir com vocês algumas fotos de dias aleatórios. Uma tarde de domingo em que recebi minha mãe, minha irmã e meus sobrinhos para o almoço e uma manhã em que acordei e me aprontei cedo demais para o casamento do dia, hehehe.

Sintam-se em casa.

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Meet Me In New York!

8 de maio de 2014 em
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Hey! Hoje a novidade por aqui é um pouco diferente, mas continua sendo muito legal. Segunda-feira estarei embarcando para Nova Iorque, onde vou ficar entre os dias 12 e 23 de maio, e estou doida para fotografar gente feliz por lá. Então se você for estar, conhece alguém que estará ou que mora na Big Apple, vamos fazer um ensaio lindo e inesquecível. Para mais informações é só entrar em contato pelo e-mail: contato@barbaravanzo.com.

See you!

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Um Depoimento Para o Omicron

2 de abril de 2014 em
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Fui convidada pelo Omicron Centro de Fotografia a dar um depoimento sobre um pouquinho da minha história e o porquê deste lugar, dos professores e de toda filosofia envolvida terem feito tanta diferença nela. Estou imensamente feliz por ter tido a honra de ser chamada entre os milhares de alunos que já passaram por lá nesses mais de 20 anos de trabalho. Desculpem pela voz de taquara, mas foi mais difícil segurar o choro do que está aparecendo aí, hahaha.

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De cara nova (e cheia de amor)!

15 de outubro de 2013 em
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Nas últimas semanas, postei alguns spoilers da nova embalagem dos DVDs no meu instagram. Algumas pessoas ficaram tristinhas, porque a antiga era uma graça mesmo, mas prometi que essa seria muito mais (e também combina com a ecobag onde vão os álbuns, que também é toda artesanal). Vamos ver se vocês concordam, haha.

Na verdade, quem me conhece ou acompanha a página, sabe que minha mãe é uma artista talentosíssima e eu cresci no ateliê dela, onde qualquer coisa que chegava se transformava em um sonho realizado e embalado para presente. Então muito do que sou, do que penso, do que sinto e dos valores que tenho hoje vieram daí. Para mim, não existe nada mais valioso do que as coisas que fazemos com o coração, porque nelas sempre vai um pouquinho da gente junto. E é isso que quero que todo mundo sinta – que entreguei o melhor de mim no trabalho que fiz, desde as nossas primeiras conversas, que viraram fotos, que viraram essa caixinha.

Espero mesmo que cada uma delas leve muito amor e muita felicidade para quem receber. <3

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Canadá e Muito Amor

24 de julho de 2013 em
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E não é que nevou em Curitiba? Não foi quase nada, floquinhos muito pequenos caíram do céu, tímidos que só, mas já deu um aperto no coração de saudade da vida na neve. Isso porque, como alguns de vocês sabem, entre 2009 e 2010 passei um tempo morando no Canadá, mais precisamente em Montreal. Por lá encarei o inverno, suas temperaturas de até -20º e a neve. Muita neve. Neve demais! Hahahaha. Não vou dizer que é super fácil “sobreviver” nessas condições, mas é uma experiência maravilhosa. Sou apaixonada demais por Montreal e por tudo que vivi e aprendi nessa cidade.

Está aí uma parte muito pequena de tudo que fotografei. Muitas das minhas fotos preferidas não estão aí, se não o post não ia ter fim, hihi. Mas mesmo assim espero que curtam e dividam comigo um pouquinho dessa saudade que estou sentindo.

Antes de pousar não sei por que já imaginei que passaria bastante frio, hahaha.

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Barbara Vanzo