Descobrir-se

4 de novembro de 2016 em

“Descobrir: tirar o que cobre, o que protege; encontrar o que era desconhecido, o que estava escondido; desnudar-se”.

Essa viagem foi sobre isso. Já faz alguns dias que estou de volta, mas ainda assimilando tudo que aconteceu no Vale do Capão, na Chapada Diamantina.

Eu já sentia que seria um workshop muito diferente de qualquer um dos inúmeros que já fiz, por isso nem tentei imaginar e fui com uma grande tela em branco na mente, confiando na admiração gigante que já sentia pela Caroline Paternostro e pelo seu trabalho. Chegando lá, não demorou para perceber que não seria sobre fotografia, mas sobre autoconhecimento, sobre porque fotografar, sobre a sincronicidade do universo, sobre amor e gratidão.

Éramos dezoito fotógrafos, cada um de um canto do país, se re-conhecendo em uma família que – felizmente – apesar da distância, permanece juntinha.

Nos percebemos como seres em evolução. Descobrimos nossas potencialidades e desafios através do holocromos. Encaramos e acolhemos nossas sombras sem julgamento, pelo contrário, com amparo e muitos, muitos abraços. Silenciamos, olhamos para dentro, meditamos, respiramos, alongamos e flexibilizamos o corpo e a mente. Queimamos nossos medos na fogueira e depois dançamos ao redor dela. Fotografamos a alma dos nossos modelos com as nossas almas. Demos asas às nossas crianças interiores em uma guerra de cores, água e gargalhadas. Foi uma oportunidade linda de amarmos – a nós mesmos, aos outros e ao planeta. Foi um motivo lindo para nos sentirmos gratos para sempre.

Vou começar agradecendo a Carol-essa-Bolinha-de-Luz-no-Mundo por nos proporcionar essa vivência tão intensa e mágica. Micha, Chico, Yuri e Marrie por todas as palavras, abraços, carinho e dedicação que tornaram cada segundo ainda mais especial. E aos hermanos que estavam à bordo comigo: Amanda Teixeira, Bia Rodrigues, Ana Nabuco, Ana Telma, Josi Di Domenico, Josie Cunha, Flavia Cobucci, Thamara Laila, Wendell Wagner, Ellen Casadonte, Fabiola Freire, Janiele Ximenes, Lucas Alencar, Glicia Abreu, Lorena Vinturini e Cleber Junior. Graças a todos vocês, meu olhar sobre a fotografia e sobre a vida certamente não é mais o mesmo.

Gente, eu tentei com todo meu coração contar o que esse workshop significou para mim, mas essas palavras não chegam nem perto. O amor que Carol, Micha, Chico, Yuri, Marrie e o pessoal da Pousada Vila Esperança tiveram com a gente não dá para descrever. Era muito, transbordando em cada detalhe. Por favor, vejam o site do Descobrir-se. Lá tem as palavras e fotos da própria responsável por tudo isso, a visão de cada um dos participantes (uma galeria mais bonita que a outra) e muito mais: descobrirse.com.

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Como Carol disse, essa foto carrega uma história. Para mim, ela fala sobre quem sou, sobre quem são quem está nela comigo e sobre o que compartilhamos durante os três dias que passamos juntos. E como Micha disse várias vezes, “nós somos o que nós somos”. Eu, no caso, sou a pessoa que fica parada no congestionamento por duas horas (no meio de uma viagem que já duraria sete) e só pensa em fazer light painting. Me sinto extremamente feliz por ter encontrado outras que sejam exatamente assim também, porque a gente não atrai o que a gente quer, mas atrai o que a gente é. Estar cercada com aqueles que tentam ver e espalhar a leveza da vida é sem dúvida um presente.

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E, por último, mas não menos importante, Yuri maravilhoso conseguiu mostrar todo amor envolvido nesse vídeo:
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Barbara Vanzo